Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

default Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?

Mensagem por Kursch em 30.03.07 3:49

Os pais criados com videogames começam a perceber que os jogos podem ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades para seus filhos e em favor da educação.

Por Diego Cox

Há tempos existe a incessante discussão sobre a guerra entre pais e filhos em torno do computador e dos videogames. Toda criança a partir da década de 80, quando surgiu o lendário e pioneiro Atari, cresceu ao redor desses viciantes aparelhos eletrônicos.

A evolução foi rápida: em menos de três décadas chegamos a aparelhos com mais de 128 bits que oferecem gráficos e jogos bastante complexos. A diferença é gigantesca; basta comparar os jogos do Atari com os atuais títulos para PlayStation 3, Wii, Xbox e PCs.

Junto com a evolução dos videogames observamos pais preocupados com o futuro dos filhos. Sempre foi uma batalha conciliar a família com os jogos eletrônicos. Os pais que cresceram quando o videogame não existia, foram resistentes a essa nova cultura e acreditavam que criança deveria brincar na rua e ter outro tipo de convívio social.

Eles tinham razão, pelo ângulo deles, pois era uma cultura desconhecida e inexistente. Mas e nós, pais da geração que cresceu junto com a evolução tecnológica, como devemos pensar e agir, no sentido de melhor educar nossos filhos?

De fato a vida real é cada vez mais virtual e a cultura de massa é complexa para ser entendida. Exige que fiquemos mais inteligentes e espertos para acompanhar essa evolução. De alguma forma, a TV, os videogames e o computador estão ai para nos fazer mais espertos e inteligentes.

Os pais pós-videogames começam a perceber que os jogos podem ajudar no desenvolvimento de diversas habilidades para seus filhos.

Claro, sem generalizar ou radicalizar. Como tudo na vida, é preciso manter o equilíbrio sadio e evitar o exagero que faz mal, fica bem entendido.

Logo após o videogame veio o computador repetir a batalha entre os jovens fascinados com as novas possibilidades criadas pela evolução tecnológica e os pais obsoletos.

Mais uma vez eram os pais contra o engajamento tecnológico dos filhos. No início, o computador isolava sim as pessoas, mas a nova geração que nasceu e cresceu com o computador aprendeu novas formas de relacionamento.

A evolução tecnológica, comportamental, cultural e social para essa nova geração lembra a descoberta do rock’n'roll, quando os pais brigaram com os filhos por causa de uma música maldita.

Agora novamente as pessoas criticam sem perguntar se os games podem ser produtivos aos seus filhos. Os pais que não entenderem essa evolução criarão um abismo tão grande com seus filhos quanto o que eles mesmo viveram.

Sempre me incomodo quando alguém diz que o cérebro acompanha o que é mais fácil. Se isso fosse verdade, os videogames estariam cada vez mais simples. Contudo, acontece o contrário: adultos não conseguem jogar com a mesma facilidade de seus filhos. Alguns games propõem uma complexidade nunca enfrentada pelas brincadeiras praticadas por nossos pais. Por isso, os pais nascidos pós Atari devem ser sábios o suficiente para tirar proveito dessa nova cultura, ao invés de tentar combatê-la, em vão.

A cultura pop se torna mais complexa e os jogos geram habilidade para absorvê-la. Podemos tirar experiência dos games e utilizá-las na realidade. Um reality show, por exemplo, é um jogo. Quem assiste constrói um mapa social dos personagens e de como eles se relacionam. As pessoas boas nesse tipo de percepção tendem a ter mais sucesso na vida.

Outras narrativas em programas de TV, teatro ou cinema estão também ficando mais sofisticadas. Nos acostumamos a acompanhar o caminho natural da evolução digital, sem o qual em pouco tempo não entenderíamos bem a vida real.

Os videogames não tornam as pessoas imbecis vale lembrar. Eles são um dos muitos processos de simulação que temos na sociedade, assim como peças de teatro, shows de televisão e até mesmo uma conversa entre dois interlocutores. Os adultos simulam o tempo todo, mas são bons em esconder isso.

Existe também o fato dos videogames serem muito proveitosos no tratamento de doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, na recuperação do controle motor e da acuidade mental e visual.

Não é preciso ter medo. É muito mais interessante e seguro que meu filho brinque de guerra simulada do que nossos antepassados, que brincavam de estilingue com pedras reais.

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/03/29/seu-filho-gosta-de-games-voce-reprova-ou-aproveita/

Kursch

Masculino Touro
Idade : 29
Localização : Natal - RN
Data de inscrição : 15/08/2006

http://DiasComuns.blogspot.com

Voltar ao Topo Ir em baixo

default Re: Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?

Mensagem por Stalker em 30.03.07 8:40

Belo tópico! Como da pra ver pelas minhas userbars, faço parte da geração que cresceu com consoles, possuo um Nintendo Wii e um PS2.

O texto fundalmentalmente cobre os principais pontos do assunto. É normal que pais tivessem essa birra com videogames, dizendo que faz mal, que não é saudavel, que a criança deve crescer soltando pipa, brincando com os coleguinhas da rua e jogando bolinha de gude, como nos velhos tempos. Mas isso acontece exatamente por que era uma forma de entretenimento nova, e tudo que é novo assusta. Foi assim com o Rock N' Roll, com o Heavy Metal, e posteriormente com viedo games.

Mas estudos ja derrubaram por terra os inumeros preconceitos, mostrando que de fato jogos desenvolvem muitas habilidades, raciocínio, coordenação, agilidade do pensamento, além de muitos serem altamente culturais e passeiveis de ensinar muito a quem joga. E que de forma alguma eles são isolacionistas, podendo muito bem ser aproveitados em grupo, e que não impedem a criança de fazer outras coisas com seus amigos se quiser. Cabe aos pais regular, obvio, ja que tudo em excesso é danoso.

Além disso, a indústria cresceu de tal maneira, que por anos consecutivos faturou mais que a indústria cinematográfica, o que gerou um fenomeno inverso ao usual: Jogos passaram a ser adaptados pro cinema, ao invés do cinema ser adaptado aos jogos.

Eu, felizmente, nunca tive problema com meus pais. Eles me deram meu primeiro videogame, e meu pai sempre jogou comigo, a ponto de me chamar pra ir jogar com ele. Desde então, nunca parei, acompanhei toda a evolução da indústria, joguei os maiores clássicos, presenciei as mudanças na maneira das empresas enxergar o consumidor e vi videogames deixarem de ser coisa de criança, pra ser brinquedo de adulto.

E longa vida aos Videogames!

Stalker

Masculino Escorpião
Idade : 30
Localização : Rio de Janeiro
Data de inscrição : 21/08/2006

Voltar ao Topo Ir em baixo

default Re: Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?

Mensagem por kricek1 em 30.03.07 13:25

É, video game é bom, não atrapalha, mas tb um moleque não pode ficar somente nele. Já vi muito garoto que mandava bem em Winning Eleven e nem sabia chutar uma bola direito. Acho que uma ponderação entre os dois (saber brincar com o videogame e "na rua" , patio do predio, escola, enfim) é essencial.

kricek1

Masculino Libra
Idade : 34
Localização : São Paulo
Ocupação : Eng. Minas

Data de inscrição : 14/08/2006

Voltar ao Topo Ir em baixo

default Re: Seu filho gosta de games. Você reprova ou aproveita?

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo


 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum